Capacitações na Região da Campanha promovem a ressocialização para pessoas privadas de liberdade
Palestras incentivam o cuidado com a saúde e contribuem para a reintegração social dos custodiados
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O Instituto Penal de Uruguaiana (IPU) realizou, no mês de outubro, duas atividades voltadas à promoção da saúde e do bem-estar dos apenados da unidade. As palestras abordaram a prevenção e o tratamento da tuberculose, além da valorização da vida, com ênfase na saúde mental e no autocuidado. Ao todo, cerca de 50 apenados foram contemplados pelas iniciativas.
Na segunda-feira (12/10), em torno de 30 apenados participaram de uma palestra da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) sobre tuberculose, abordando o reconhecimento, o diagnóstico e o tratamento da doença dentro do IPU. A atividade foi realizada em parceria com a universidade e buscou promover a conscientização, a prevenção e a detecção precoce da enfermidade no sistema prisional.
Durante o encontro, foram apresentados os principais sinais de alerta da tuberculose, como tosse persistente, febre e perda de peso, além de orientações para reduzir o risco de transmissão. A palestra também destacou a importância do diagnóstico adequado e da adesão ao tratamento completo disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), medidas fundamentais para a recuperação e para a prevenção da resistência aos medicamentos.
Ainda em outubro, 22 apenados participaram de uma palestra sobre valorização da vida, coordenada pela psicóloga da 6ª Delegacia Regional da Polícia Penal, Dienifer Pavão. A atividade promoveu um espaço de diálogo e reflexão sobre saúde mental, autocuidado, fortalecimento de vínculos e possibilidades de recomeço.
A iniciativa buscou estimular o reconhecimento do valor da vida e o desenvolvimento de recursos pessoais que contribuam para o processo de ressocialização e a construção de novos projetos de vida.
Para o diretor do IPU, Franklin Santana, ações dessa natureza contribuem para o desenvolvimento humano no ambiente prisional. “Elas reforçam a importância de promover espaços de escuta, conscientização e desenvolvimento humano no contexto prisional, contribuindo para a construção de caminhos mais positivos e para a reintegração social”, destacou.